Domingo, depois de três dias de festa na
16ª edição do Festival Internacional de Música Avançada e Arte Multimídia de Barcelona (Sónar), chegou a hora de duas coisas. A primeira é registrar a tarde agradável de calor ameno em que aconteceu a versão
Kids do evento, uma novidade deste ano.
No mesmo gramado sintético do eletrizante e suado Sónar dia jovem, centenas de carrinhos de bebê eram levados por pais dançantes. Nada do clima verão descontrol da versão oficial podia ser sentido ali. Com as crianças a tira colo, em outra pegada, as coisas fluiam em uma harmonia interessante. Shows, apresentações de DJs, aulas de beatboxing, oficinas de desenhos e a possibilidade de experimentar brinquedos tecnológicos/interativos musicais encantavam os pequenos - e animavam os mais velhos.
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Muitos dos presentes não escondiam ter passado pela última e segunda noite do Sónar para gente grande. Sorte que a moda agora é usar os óculos escuros mais coloridos, o que evita assustar as criancinhas. Aliás, chegou a hora de falar da segunda coisa que me resta neste domingo, como prometido no primeiro parágrafo. Esta no momento de dar uma geral do festival, principalmente dos detalles do lugar em Barcelona que viu ontem, sábado, a segunda e última noite do Sónar 2009 (só para esclarecer que, de dia, tudo se passa no Museu de Arte Contemporanea e, o noturno, em outro complexo, mais distante do centro).
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Nem tudo foi perfeito: o banheiro era o mesmo de sempre (nojento), gente pegou fila, andou demais para ir ao bar e voltou a pé para casa, já que não havia táxi nem ônibus para todos. Mas os detalhes? no saguão, os pilares que faziam a decoração eram em forma de árvores gigantes. No cartão de imprensa, que precisava ser furado a cada entrada, os seguranças cada vez estavam com uma maquininha diferente. Em um furo, havia um coração. No outro, uma apulheta. Na outro, uma estrela. São bobagens, sim, mas nas pequenas coisas estão os sinais de que a organização foi muito bem pensada. Bancas de sucos de frutas variadas, todas hidratantes e com uma decoração que lembrava uma loja chique, muito bem cuidada e colorida, ajudava quem precisava de um refresco.
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As pessoas também davam um show a parte. Como havia gente de todo o mundo, o colorido não ficava apenas nas roupas e nos óculos, mase em cada rosto asiático, africano, latino-americano ou nórdico. Só um adendo: todos se encontravam também nas zilhões de baladas que bombam esta época em Barcelona. Uma das tidas como um dos melhores e mais constantes clubes é o Becool, com uma pista subterrânea que levava essa mesma mistura para seu porão negro e igualmente cheio de cores.
Depois de três dias e - e muitas noites de festa - encerro por aqui minha participação nesta cobertura. Valeu!
*Repórter especial do !ObaOba direto do Sónar 2009