In Flames - Santana Hall
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Para quem viu a fila aumentando do lado de fora da casa de shows, a sensação era de que talvez o público nem coubesse dentro do acanhado Santana Hall. Mas os headbangers presentes não foram suficientes para abarrotar o local.
O show estava marcado para as 17 horas de ontem, domingo (15/2). A demora já faz parte do espetáculo, mas poucos eram os fãs preparados para a chuva forte que começou a cair por volta das 18h na Zona Norte. A fila dobrava duas esquinas e crescia cada vez mais.
O In Flames, quinteto sueco de death metal melódico - como é mais comumente classificada - subiria em palco brasileiro pela primeira vez. Banda experiente, com nove discos lançados e cerca de 20 anos de estrada.
A abertura ficou por conta dos brasileiros do Claustrofobia, que esquentou os motores com faixas conhecidas pelo público como "Paga Pau" (Thrasher) e "Eu quero é que se foda" (Fulminant).
Um rápido intervalo antecedeu a entrada dos suecos no palco. Como já havia sido anunciado, no lugar do guitarrista e fundador da banda Jesper Stromblad - que deu entrada em uma clínica de reabilitação recentemente - Niclas Engelin assumiu a base.
Banda e público pareciam estar de acordo: a primeira vez em território brasileiro merecia um set list bem selecionado. Faixas novas, do recente A Sense of Purpose - como "The Mirror´s Truth", "Alias" e "Delight and Angers", que abriu a apresentação - foram misturadas à uma boa dose de clássicos como "Cloud Connected", "Colony", "Trigger" e "My Sweet Shadow", que fechou a seleção.
Durante o show, nada de pressa para emendar uma música atrás da outra. O vocalista Anders Fridén estava disposto a interagir. Mostrou-se satisfeito com a resposta do público, brincou, filmou a platéia e fez a clássica promessa de que, da próxima vez, não demoraria tanto a retornar ao Brasil. Resta aguardar.
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