
No sábado do dia 31 de março, o DJ e produtor belga
Tom Hades foi a atração principal do projeto semanal
Heat, que acontece na balada da Vila Madalena, o clube
SPKZ, em São Paulo. O gringo, que tem 31 anos, começou sua carreira no estilo techno, mas flertou com o electro e hoje esta vertente é o seu principal cartão de visita nas baladas. Esta é a sua primeira visita em solo brasileiro. Além da visita internacional, o DJ residente
Alex S (techno e acid tecnho) começou o warm-up com o local ainda vazio lá dentro e sem filas lá fora.
O SPKZ começou a encher mesmo por volta da 1h40, quando Alex S já estava mais empolgado. O andar superior do local tocava música lounge e tinha muita gente no mezanino. Uma opção para quem não queria enfrentar logo de cara uma sonoridade mais pesada. O set do residente ficou eletrizante uma hora depois do início, crescia a batida e dimínua, depois acrescentava sons mais fortes (pela razao de não deixar ninguem cansado, muito menos parado).
Já se passava das 3h da manhã quando Tom Hades - com seu laptop a mão - iniciou seu live de electro, que foi no seu melhor estilo - momentos explosivos alternados com um clima pouco mais leve. Só que ninguém ficou sem dançar, pelo contrário, a pista lotada respondia com gritos, assobios e muitas palmas a cada virada. O artista interagia vibrando com os braços, piscando, sorrindo e lançando seu corpo para trás a cada alternada, como se fosse uma dança criada por ele. Algumas pessoas demostraram ser fãs - um pouco antes de Tom deixar a cabine, havia gente apertando sua mão.
Tom, que também é dono de selo (Rhythm Convert), terminou seu live e foi para a pista curtir a discotecagem do outro brasileiro, o
DJ Camilo Rocha, que em sua primeira música já empolgou a pista com sons de electro house e techno, sem deixar de transitar pelo breakbeat e house. Assim, Camilo fez os baladeiros entregarem os pontos depois das 6h da manhã. Muitos comentavam que sua discotecagem foi a melhor da noite.
Simpático, o DJ belga me contou que estava cansado, pois tinha viajado 27 horas de avião até chegar por aqui (e não tinha conseguido dormir durante a viagem). Mas demonstrou que ainda estava com energia sobrando e ele ficou no SPKZ até o fim, curtiu o som e foi para o mezanino conversar e relaxar. Entre um papo e outro, revelou seu nome verdadeiro:
Vanoeveren (Tom Hades é um nome artístico. "Tom porque é um nome que o mundo todo consegue pronunciar. E Hades porque é o deus do mundo underground. E eu toco em vários submundos").
Vanoeveren, ou Tom, ainda me disse que seu ídolo é o duo alemão
Booka Shade (electro e techno), mas que adora a cena eletrônica brasileira, principalmente o Pet Duo aka Ana e David (techno) e o produtor Gui Boratto. Depois de discotecar, foi conhecer a cidade de Florianópolis. Esta foi a primeira vinda ao Brasil - se depender dele será a primeira de muitas.
Texto:
Thaísa Yadnak
Fotos:
Henrique Lenza