
O Credicard Hall, localizado na Avenida Nações Unidas, em São Paulo, recebeu no domingo (11) o show de um dos maiores nomes da axé music: o
Chiclete com Banana.
Formado por Bell Marques, Wadinho Marques, Rey, Waltinho Cruz e Deny, o grupo fez sua apresentação na cidade paulista, após a maratona de shows no Carnaval de Salvador, e presenteou o público com o lançamento do novo trabalho
?Tabuleiro Musical?, o 25º da carreira.
Porém, antes do show, mesmo com os indícios de forte chuva, o público não se importou e ?aqueceu? os ânimos com muitas bebidas, realizando o tradicional esquenta das micaretas. Para impedir a venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos, os seguranças da festa distribuíam carimbos nas mãos dos foliões que apresentassem o RG e fossem maiores de idade.
O palco foi montado no estacionamento do Credicard Hall e, acendeu as luzes por volta das 18:30. O grupo incendiou a pista com os grandes sucessos como ?Voa Voa?, ?100% Você?, ?Não vou chorar?, ?Eu quero esse amor? e ?Erva venenosa?. O público foi ao delírio com o hit ?Quero Chiclete?.
O espaço do evento estava completamente cheio, e para quem não conseguisse chegar perto do palco, foram instalados diversos telões para o acompanhamento do show. No meio de tanta alegria, festa e calor humano, o Chiclete se despediu do público às 20h50, agradecendo todos os ?Chicleteiros? por mais um grande show.
Às 21:00, o trio elétrico
Demolidor entrou em cena, e trouxe o grupo de pagode universitário
Cupim na Mesa. A banda apresentou no repertório sucessos de grupos como Inimigos da HP (como ?Vem buscar o que é teu? e ?Toca um Samba aí?), Jeito Moleque (como sobrenatural e hoje a noite é nossa), e dos que fizeram sucesso no anos 90, como Negritude Jr e Art Popular. Já na parte ?micareta? do show, o grupo trouxe músicas de Jammil e Uma Noites e Babado Novo.
O Cupim na Mesa encerrou a apresentação por volta das 22h e em menos de 40 minutos, o estacionamento da casa já estava vazio. Os foliões demonstraram mais uma vez porque a palavra micareta é definida como ?Carnaval fora de época?.
Texto:
Gustavo Reis
Fotos:
Henrique Lenza