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80: Rock na TV e misturas
Surgem novas vertentes e acontece a primeira edição do Rock In Rio
Apesar de ser uma década muito criticada devido sua produção de gosto duvidoso, os anos 80 foram marcados pela convivência de vários estilos no rock e por sua popularização, graças à MTV, que começou a transmitir músicas num novo formato, o vídeo clipe.
A new-wave foi o estilo de maior sucesso, graças ao seu ritmo dançante, bem ilustrado por bandas como Sugarcubes e B52’s (foto), ao mesmo tempo que The Smiths, R.E.M e U2 provaram que ainda era possível fazer canções mais puristas, compostas apenas por guitarras, baixos e baterias.
Outra faceta veio à tona, o trash metal, que ilustrava a violência e o caos político, com os primeiros passos do Mötörhead (foto) e Venon, seguidos por Metallica, Slayer e Anthrax. Já as baladas e acordes mais suaves ficaram com Bon Jovi, Guns’n’Roses e White Snake.
No Brasil
Por aqui, o principal ano do período foi em 85, graças a um acontecimento crucial: o Rock In Rio (foto) tornou-se o maior concerto de rock de todos os tempos. Foi um público estimado em um milhão e meio de pessoas durante os dez dias, que conferiram, ao vivo, Queen, Iron Maiden, Ozzy Osbourne, Yes, Blitz, Barão Vermelho, Lulu Santos, Paralamas do Sucesso, Kid Abelha, entre outros, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.
A partir de então, o país entrou na rota das grandes turnês internacionais e a juventude passou a ter mais orgulho das produções locais. Isso porque, conferiram as novas bandas brasileiras fazerem bonito ao lado dos ídolos estrangeiros.
Os expoentes eram, por exemplo, Ultraje a Rigor e a banda RPM (foto), que gravou o disco “Rádio Pirata Ao Vivo” e foi recordista de vendas – de qualquer gênero – no Brasil: somando 2,2 milhões de cópias comercializadas.
No mesmo período, o Legião Urbana lançava seu primeiro álbum, mostrando que os ideais punks continuavam fortes, assim como nos sons dos Garotos Podres (foto), Camisa de Vênus, Ira!, Replicantes, Cólera e Plebe Rude.
Nesta época, grandes baladas surgiram e viraram ponto de encontro dos roqueiros, como o Projeto SP (já extinto), o gótico Madame Satã (foto), aberto até hoje, o eclético Café Piu Piu no tradicional bairro do Bixiga e o Circo Voador, que ainda recebe grandes apresentações no Rio de Janeiro.
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