 |
Roberto Maia, mais conhecido como o Homem Enciclopédia: jornalista na área cultural, é um dos maiores colecionadores e pesquisadores musicais do Brasil. Trabalhou durante 13 anos como Diretor Artístico da Brasil 2000FM, já escreveu para Hardcore, Fluir, Guitar Player, Cover, Bizz e Folha de S. Paulo. Na TV, passou pela Cultura e Bandeirantes, e é autor do livro “Rock Brasil, um giro pelos últimos 20 anos”. Ufa, o cara é bom mesmo!
E quinzenalmente você poderá conferir a Coluna do Maia, onde ele vai comentar sobre... Música, é claro! Novidades, lançamentos, clássicos e muito mais... Não perca! |
Os Bons tempos voltaram!
Nesta semana vi esta frase como destaque de uma entrevista. Como tudo é uma questão de ponto de vista, ela sempre me remeteu à tradução do titulo do documentário: "Let the good times roll", de 1973, que trazia um revival de geração do rock and roll dos anos 50 (Little Richard, Chuck Berry, Fats Domino, The Five Satins, Bill Haley and The Comets, Bo Diddley, The Coasters, Danny and The Juniors, The Shirelles e Chubby Checker). Este filme era uma celebração e tributo àqueles que um dia incendiaram a América com um pouco mais de loucura, já que a caretice e o conservadorismo sempre imperaram por lá.
Deste lado, a elite brasileira nunca assumiu sua caretice porque tivemos sempre um pseudoliberalismo assegurado pelo tom carnavalesco, conservado de maneira "legal" pelo bloco impenetrável da nossa casta política. Com a atual onda de "chutar o pau" e voltando a tal frase inicial, ela foi proferida pela nova musa de Brasília: Jeany Mary Corner, cuja profissão, segundo consta, é a mais antiga do mundo! E a frase é uma referência ao clima festivo de outros tempos que o governo atual trouxe de volta. Um país talvez seja o reflexo de suas elites e por isso que este país, ao meu ver, tem tanto mau gosto!
Até o que soaria "pop", soa tolo por aqui! Dona Jeany poderia realmente ter chutado vários paus, mas se refugiou num flat do Itaim e bebe uísque 12 anos para conceder suas entrevistas. Quanto tema para músicas! Cadê as novas bandas que poderiam se fartar neste manancial de idéias. Sem falar do nosso presidente da Câmara dos Deputados, que por si só vale uma ópera.
Aqui
As coisas que acontecem, atualmente, no mundo musical e que devem ser notadas.
'Twin Cinema' - The New Pornographers
The New Pornographers surgiu em Vancouver, em 1997, criado por of A.C. Newman. 'Mass Romantic' o disco de estréia saiu em 2000 e o segundo 'Electric Version' em 2003, ambos aclamados pela crítica internacional.
Sai, agora, o novo disco 'Twin Cinema' que consagra de vez o estilo da banda, ou seja, o chamado "neo-canadia-power-pop", uma verdadeira homenagem a tudo aquilo que gruda no ouvido. A banda diz que estaria fazendo o que grupos como Zombies ou Kinks fariam se estivessem começando agora neste século ao invés de terem participado da chamada invasão britânica dos anos 60. Sem dúvida a música que se escuta hoje em dia é retrô, por isso este grupo vai na veia, soa moderno e mantêm o pique festivo dos anos 60. Se tiver gente que vibra com lembranças dos anos 80, é melhor experimentar esta sensação mais antiga e original ainda!
Ali
Coisas que passaram desapercebidas na historia do pop e que ainda merecem uma chance.
Hogs On The Highway - Bad Livers
Bad Livers é um trio de austin no Texas que, desde de 1991, faz a mistura bem feita e de forma original de punk e bluegrass (uma derivação do country/folk). Sempre originais conseguem adicionar em seu som instrumentos como: acordeão, violino, tuba e muito mais. Eles ficaram mais conhecidos depois de acompanhar a cantora Michele Shocked, que também não se tornou muito conhecida, apesar de ter até discos lançados no Brasil... Vale ter o disco Hogs On The Highway que saiu em 1996 pelo selo sugar-hill...
Em Todo Lugar
Sons eternos que nunca devem ser esquecidos.
Billy Breathes - Phish
Como uma banda formada no meio dos anos 80, poderia ser composta por quatro intelectuais, ter a influência de Greateful Dead, Frank Zappa, e Sun Ra, ainda ser um dos maiores cults contemporâneos e permanecer meio que desconhecida? Sim, é este mesmo o caso do grupo: Phish, que tem uma discografia de pelo menos 30 discos e muitos considerados essenciais.
A história da banda começa em 1983, na Universidade de Vermont, e de lá para cá muitos discos e uma legião de fãs, que apareceu atrás do grupo sem que eles tivessem qualquer hit, ou clip de sucesso na TV. Para se ter um a boa noção do grupo fica difícil por um único disco, mas vale arriscar Billy Breathes, disco de 1996, que conseguiu até tocar nas rádios americanas.
Sugestões e comentários mandem um e-mail: maia@neobox.com.br
|
|
|
|