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Roberto Maia, mais conhecido como o Homem Enciclopédia: jornalista na área cultural, é um dos maiores colecionadores e pesquisadores musicais do Brasil. Trabalhou durante 13 anos como Diretor Artístico da Brasil 2000FM, já escreveu para Hardcore, Fluir, Guitar Player, Cover, Bizz e Folha de S. Paulo. Na TV, passou pela Cultura e Bandeirantes, e é autor do livro “Rock Brasil, um giro pelos últimos 20 anos”. Ufa, o cara é bom mesmo!
E quinzenalmente você poderá conferir a Coluna do Maia, onde ele vai comentar sobre... Música, é claro! Novidades, lançamentos, clássicos e muito mais... Não perca! |
Aqui, Ali e Em Todo Lugar
Adorei as manifestações sobre este novo espaço. Notas consoantes e também dissonantes para, felizmente, reafirmar que a unanimidade é burra! Dos caçadores de "novos" sons aos caçadores de erros gramaticais, que todos tenham, ainda, um tempo de refletir sobre a quantidade de informação que nos assola. E pensar que o determinante de diferenciar esta avalanche sonora, só pode ser o nosso próprio ouvido da alma. E saber, ainda, a diferença entre ouvir e escutar.
Uma menina muito simpática, "Sara", me perguntou como reconhecer a "boa música". Orgulhosamente pude responder: "... Não sei, não há fórmula, é preciso escutar com o corpo e com a nossa própria mente" e ela adorou a resposta. Tenho duas filhas criadas da mesma maneira que nasceram cercadas pela minha gigantesca coleção de discos que outro dia foram juntas ao show do "The Mars Volta". O resultado foi: desastre para uma e o êxtase para outra e eu me sinto feliz, missão cumprida como pai. Criei seres humanos, com sentimentos diferenciados, não uma linha de série. Por isso mesmo tenho ouvido muito Bloc Party, gosto bastante, mas longe de achar que seria a salvação da lavoura, assim como gostei muito do novo disco System of A Down ( Mesmerize) que me inspira mais energia, sem que os críticos mais radicais me "ouçam"!
Aqui
As coisas que acontecem, atualmente, no mundo musical e que devem ser notadas.
The Honorary Title -Anything Else But The Truth
The Honorary Title é o nome da dupla: Jarrod Gorbel e Aaron Kamstra. Gorbel é o responsável por vocais envolventes e letras com conteúdo denso. Aaron Kamstra um multi instrumentista que sabe lidar com a tecnologia sem abusar da overdose. Com influências que misturam Elvis Costello, Bright Eyes, Beck e Jeff Buckley, o Honorary Title combina um som cru com boa poesia e fina pitada de um power pop. Anything Else But The Truth é o disco de estréia da banda. Um som calmo, emotivo e romântico, uma boa opção para ouvir neste mês que se celebra o dia dos namorados.
Se quiser uma amostrinha conheça o site oficial da banda: http://www.thehonorarytitle.com/
Ali
Coisas que passaram desapercebidas na historia do pop e que ainda merecem uma chance.
Goldblade - Rebel Songs
Uma saborosa lembrança dos anos 70! Sinto-me transportado no meio daquela década que se encheu da grandiloqüência sonora e retomou a origem com o punk rock. Goldblade, direto de Manchester, na batalha desde 1994, é um grupo que consegue fazer uma coalizão de The Ramones, James Brown e The Stooges e manter a boa pitada inglesa. Também, aos 16 anos, John Robb, o líder e vocalista do GoldBlade ,formou a banda The Membranes que soava como um glam rock demente. John Robb sempre falou com conhecimento de causa: é jornalista e apresentador de TV, sabe dominar uma platéia, sabe falar, sabe escrever e prender a atenção. Qualquer disco da banda vale a pena, porém Rebel Songs acaba de sair, então é mais fácil de achar.
Site oficial: http://www.goldblade.com/
Veja o vídeo direto do site da banda: http://rameses.com/johnrobb/goldblade_killa_56.wmv
Em Todo Lugar
Sons eternos que nunca devem ser esquecidos.
The Pink Floyd & Syd Barret story
Sempre achei estranho Renato Russo citar um monte de defuntos do rock na versão ao vivo de Soldados, principalmente Syd Barret, o ins"piradíssimo" criador do Pink Floyd. Afinal, o cara em tese está vivo. Filosoficamente falando, se sua mente está em outra, daí a questão é diferente.
Talvez seria melhor ficar com a visão do grupo paulistano Vultos que compôs uma ode chamada: "Aonde está (A)Syd Barret?". Bem, mas se esta história está ficando complicada, vá correndo assistir ao DVD: The Pink Floyd & Syd Barret story (acaba de sair no Brasil pela Indie Records). Não pense que você ouvirá hits do Pink Floyd, ou mesmo ouvir Another Brick in The Wall, esqueça se esta for a intenção. Este documentário é pouco musical, é na verdade, uma fábula das mais verdadeiras de onde pode enxergar o tormento de uma estrela pop. Maravilhoso, me emociona ver este documentário. Para o mais sensíveis uma verdadeira revelação!
Sugestões e comentários mandem um e-mail: maia@neobox.com.br
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