Qual a maior roubada que um amigo seu já te colocou? O !ObaOba foi atrás de depoimentos e histórias que as pessoas não esquecem...
“Do nada, resolvi ir com meus amigos para o Guarujá (SP) e todas as vezes que fomos, a gente nunca sabia como voltar e nem como ir, mas dessa vez foi pior. Decidimos ir até um show da Cláudia Leitte que acontecia bem longe da cidade e até chegar lá, a gente tinha que pegar estrada. Como estávamos a pé, resolvemos passar no mercado antes para comprar umas ‘brejas’ e aguentar andar tanto tempo, só que um amigo roubou algumas latinhas sem avisar. Os seguranças vieram atrás da gente e ficaram nos segurando por um tempão até ele dizer que tinha pegado, todo mundo ficou nervoso com ele. Depois disso, como perdemos tempo no mercado, fomos pegar um ônibus para chegar na hora da apresentação e um outro amigo teve a ideia de fazer xixi lá dentro! É claro que o cobrador expulsou todo mundo e acabamos mesmo indo a pé. Andamos vários quilômetros até lá.” César*, 22, estudante.
“Meu amigo, mais conhecido como Limão, me chamou para passar um final de semana no interior de Minas, na casa de uma tia dele. Chegando lá, a casa era super longe de tudo e não tinha como sair toda hora. Para completar, ele ainda estava ‘de esquema’ com uma menina super grudenta que não deixava a gente em paz. Durante os três dias que ficamos lá, não parou de chover e pior: passei o tempo inteiro sentado na sala vendo TV com as tias enquanto ele ia pro quarto com a chata (risos).” Marcelo Paiva, 24, administrador de empresas.
“Bom, eu tenho mania de ficar falando em inglês só pra sacanear e ver a reação do povo em volta e muita gente que convive comigo já me fez passar vergonha por isso. Uma vez, estava na praia com minhas amigas e primas e fomos até uma feirinha que tinha lá perto. Na hora, elas resolveram que eu devia pedir um churros em inglês pra tia da barraca. Eu fui e elas ficaram me olhando com a maior cara de ‘nossa! O que essa menina está fazendo?’ Pedi e elas riram pra ‘caramba’ da minha cara. Conclusão: elas me fizeram passar um mês inteiro fingindo que eu era ‘gringa’ pra tia do churros”. Amanda Buttler, 20, secretária bilíngue.
"Faz uns dez anos mais ou menos, eu e meus amigos alugamos um ônibus para ir a uma festa no Guarujá (litoral de São Paulo) e voltar para Sampa quando a festa acabasse. Na ida foi tudo ótimo, compramos bebida, alugamos um DVD, a viagem foi rapidíssima. Curtimos a festa numa boa. Ao sair da festa, fomos ao lugar combinado com o motorista do ônibus, mas ele (nem o ônibus) não estava lá. Já estávamos considerando passar o domingão no Guarujá. O dia já raiava o sol se armava. Quase duas horas depois, o ônibus apareceu. Enfim voltaríamos para casa. No meio da estrada, eis que ônibus quebra. Depois de 40 minutos parado no acostamento, finalmente chegou um guincho. Continuamos subindo a serra quando o guincho quebrou! Parece piada, mas foram mais 40 minutos de acostamento até chegar outro guincho para rebocar todos. No meio do caminho, ainda tivemos que trocar de ônibus. Chegando a São Paulo, não pagamos a outra metade do valor combinado e fomos tomar cerveja com o dinheiro, para alegrar o final de semana", Mauro Riot, escritor, investidor.
“Eu e meus amigos alugamos um ônibus para ir ao show do Asa de Águia no Estância Alto da Serra, em Ribeirão Pires. Saímos de São Paulo por volta do meio-dia e chegamos ao local o show nem havia começado. Ficamos bebendo no ônibus até a hora do show começar, vendo o movimento, conversando e abordando as garotas que chegavam. Ao entrar no show, era um mar de gente e eu e meus amigos pouco nos encontramos. Depois que o Ásia saiu do palco, eu fiquei com minha “namoradinha” em uma baladinha anexa, que tinha uma outra banda de axé que não me lembrava mais. Nem vi o tempo passar e quando percebi, o lugar estava vazio. Quando saí, bateu o desespero: o ônibus não estava lá! Liguei para todo mundo, eles que tinham partido. Peguei uma carona não sei nem com quem e consegui chegar na minha casa o dia (seguinte) estava quase amanhecendo”, Jonas*, 30.
* Nome fictício. O entrevistado optou por não se identificar.